
olhos cor de chumbo
coelhos brancos
saltitam no deck
conversas ego sonicas
se desmancham no ar
o chumbo quer meditar
chove
os coelhos correm
o chumbo derrete
datas marcadas:
"em março" ela diz
jogou a toalha
em sao paulo,
aqui no deck:
rio de janeiro
mata atlantica
uma tonelada
de paisagem
aos pés dela
o chumbo evapora,
uma nota no ar
uma esfinge
um som
os coelhos voam
a chuva para
a fumaça sobe
a banana flamba
o queijo coalha
camisa quadriculada
nenhum ruido
camera-lenta
beira da piscina
aos pés dela
seus longos dedos
roçam a tela de toque:
mark lanegam
blues funeral
surda,
a madeira estala
ela franze a testa
e desaprende a sorrir
nunca a vi
mas
parece que
alem da bicicleta
deram um jeito
de roubar-lhe
o sorriso
isso sim,
um crime
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