sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
sub
abram as portas
vou entrar
fechem os olhos
vou arrombar
estilete e cadeado
vc de costas
num canto
com seu pentado
seu cabelo de molas
sua cicatriz
minha esmola
emergencia
sus
seguro-saúde
saudade
miseria ao quadrado,
multiplicada
numeros primos
subtração
deus que me perdoe
mas quero te morrer
quero te amassar todinha
fazer salada de ossos com vc
quero esmagar cada detalhe teu
ateh que nao sobre nada
soh um orgasmo
meu
ParT indo
osteosporose
um femur esmagado
a cabeça de um poodle
destroçada
teus sonhos embalados
em celofane vermelho,
calcinha rendada
teu pai na forca
tua mae no fogao
um bafo quente
de oleo disel
motores na rua
sintetizadores emulando
a pobreza dos dias
a velha gorda na calcada
arrastando os pes
o aleijado com passos firmes
tentando ser o que nao é,
o sinal vermelho
que teima em ser daltonico
o velho
com cataratas na retina
sonha com pombas
brancas e vaginas
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